PV: idéias Maduras 
O PV é um instrumento da política ambiental. Sua existência não é um fim
em si mesmo e só faz sentido na medida em que sirva para fazer avançar seu
programa na sociedade, transformando concretamente a realidade. Os verdes estão
organizados em 108 países em todo o mundo na busca de exercer o poder
compartilhado com outras forças políticas da sociedade a fim de fazer colocar
em prática os seus pontos programáticos. Cada partido é independente (em alguns
países temos mais de um P.V.), aglutinando-se em federações e uma Global Verde,
unidos apenas pelo seu programa em comum. Temos Prefeitos, Ministros de Estado,
Secretários, Deputados e Senadores espalhados pelos 5 continentes. Já
governamos Roma, Frankfurt, e hoje ocupamos três Ministérios na Alemanha, 4 na
Bélgica e Finlândia. No Brasil, o partido iniciou suas atividades em 1986,
estando hoje organizado em todos os Estados. Atualmente, possuímos cerca de 300
vereadores, 5 deputados estaduais e 1 federal, 13 prefeitos e centenas de
cargos no Executivo. Só no Estado de São Paulo lançamos 2.500 candidatos a
vereador e 100 candidatos a prefeito (Atibaia e Rio Claro - eleitos), obtivemos
cerca de 900.000 votos. Hoje, somos uma importante força política para o nosso
Estado.
O PV relaciona-se com os
partidos e movimentos sociais progressistas de todos os países com base na
autonomia, fraternidade. Propõe-se a desenvolver uma estratégia conjunta e uma
ação coordenada em favor do desarmamento, da desnuclearização, do
ecodesenvolvimento, da solução negociada dos conflitos e do respeito às
liberdades democráticas, justiça social e direitos humanos. Considerando a
crescente impotência dos estados nacionais, mesmo os das nações mais poderosas,
de controlar os fluxos da especulação financeira internacional e o
aprofundamento das desigualdades na relação norte-sul; o aumento da exclusão,
do desemprego e das injustiças sociais; as ameaças ambientais em escala
planetária, como o “efeito estufa”, a deterioração da camada de ozônio e a
proliferação nuclear, os verdes, devem tomar a iniciativa de propor formas
supranacionais de controle democrático sobre as movimentações especulativas de
capitais, sobre o fluxo de produtos e serviços que não contemplem em seus
países de origem a sustentabilidade econômica, social e ambiental e as
agressões ao meio ambiente de efeito global. O PV luta pelo fortalecimento dos
movimentos sociais e pela parceria para a realização de suas propostas. Funcionamos
como um canal de ação política, no campo institucional, para servir a sociedade
sem pretensões hegemônicas ou instrumentalizantes. Os membros e militantes
participam de movimentos sociais, culturais e das organizações de bairro. Temos
como prioridade a organização junto às comunidades locais, para obter o poder local através dos diversos níveis
do Legislativo e Executivo, e a execução do programa verde no plano local,
regional e nacional. Os verdes não se aprisionam na estreita polarização
esquerda versus direita. Estamos à
frente!!! Estamos abertos ao diálogo com as demais forças políticas com
objetivo de levar à realização as propostas e programas verdes. O PV identifica-se com o ideário de esquerda no compromisso
com as aspirações da grande maioria de explorados (excluídos, oprimidos,
discriminados) da população e na solidariedade com os mesmos. Defendemos a
redistribuição da renda, a justiça social, o papel regulador e protetor do
poder público em relação aos desfavorecidos e os interesses da maioria dos
cidadãos, não só diante do poder econômico, como dos privilégios corporativistas.
Mas, não segue os cânones da esquerda tradicional, da mesma forma com que
questiona a atual hegemonia neoliberal, duas vertentes do paradigma
produtivista do século XIX. Os verdes
buscam na política novos caminhos para os problemas do planeta nessa virada de
milênio. O PV identifica-se com os princípios democráticos e pluralistas:
sufrágio universal, pluripartidarismo, voto facultativo, separação de poderes
públicos e subordinação das Forças Armadas ao poder civil, livremente eleito
pelo povo. Reconhece na democracia o instrumento de superação de divergência e
defende o aprofundamento de uma cultura democrática que estimule o convívio
pacífico, harmonioso, solidário e cooperativo entre os cidadãos.
Maurício Brusadin – Economista, mestrando em Engenharia
Urbana na UFSCar e Vereador pelo Partido Verde em Jaboticabal.
